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Curva ABC de insumos: como montar e usar

Numa obra, uns poucos insumos decidem o custo. A curva ABC é o jeito mais simples de descobrir quais são e de parar de gastar energia negociando o que não muda o resultado.

Conteúdos · Guia · 6 min de leitura

O que é, em uma frase

A curva ABC ordena os insumos do maior para o menor peso no custo e corta essa lista em três faixas. O corte usual é: classe A até 80% do custo acumulado, classe B até 95% e classe C o restante.

O número que costuma surpreender: numa obra residencial, algo entre 15 e 25 insumos costuma responder por 80% do gasto com material. Concreto usinado, aço, blocos, argamassa, revestimento, esquadria e cabo aparecem quase sempre.

Como montar

  1. Escolha a base. Curva do orçamento, para planejar a compra; curva do realizado, para entender onde o dinheiro saiu. As duas juntas mostram onde o real descolou do previsto.
  2. Junte por insumo, não por nota. "Concreto usinado fck 30" precisa somar todas as notas de todos os fornecedores. É aqui que a maioria das planilhas falha: o mesmo material entra com três nomes diferentes.
  3. Multiplique quantidade por preço e ordene do maior para o menor.
  4. Acumule o percentual e marque os cortes de 80% e 95%.
  5. Refaça todo mês. A curva muda com a fase da obra: na fundação, o concreto domina; no acabamento, quem manda é revestimento e esquadria.

Exemplo curto

InsumoValor% do custoAcumuladoClasse
Concreto usinado fck 30R$ 620.00021%21%A
Aço CA-50R$ 412.00014%35%A
Bloco cerâmicoR$ 206.0007%42%A
… demais insumos de A—38%80%A
Itens intermediários—15%95%B
Cauda longa—5%100%C

O que fazer com cada classe

  • Classe A: cotação com pelo menos três fornecedores, contrato de fornecimento quando dá, conferência rigorosa no recebimento e acompanhamento de preço mês a mês. Uma variação de 3% aqui vale mais do que qualquer economia na classe C.
  • Classe B: cotação simples e compra programada, para não faltar.
  • Classe C: compra por conveniência e estoque mínimo. Negociar centavos em parafuso custa mais caro em hora de comprador do que a economia obtida.

Três erros comuns

  1. Misturar material e serviço. Empreitada de mão de obra entra com lógica diferente; deixe as duas curvas separadas.
  2. Usar só o orçamento. A curva do orçamento não mostra o desperdício. A do realizado mostra, quando comparada com a quantidade que o orçamento previa.
  3. Fazer uma vez só. A curva de janeiro não serve para a obra de julho.

A pergunta que a curva responde melhor que qualquer relatório

"Onde eu ganho dinheiro se melhorar 5%?" Em uma obra de R$ 5 milhões com 60% de material, cinco por cento no topo da classe A equivalem a algo perto de R$ 120 mil. O mesmo esforço aplicado na classe C rende alguns milhares.

Como o Eldox faz

A curva ABC é recalculada mensalmente a partir das saídas de estoque e das notas conferidas, com o insumo já unificado pelo catálogo, sem depender de alguém padronizar nomes na planilha. Ela aparece junto do orçado, do comprometido e do realizado da obra, então dá para ver no mesmo lugar o peso do insumo e a variação de preço dele.

Quer ver a curva ABC da sua obra?

Mostramos nas telas reais, com uma obra parecida com a sua.

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